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Quem sou...

  • Foto do escritor: fatimalangbeck
    fatimalangbeck
  • 7 de ago. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 12 de mar. de 2022

"Olho pra você, processo em transição. Recuo ao deixar o seu falar. Abrir sorrisos com poemas de lágrimas, sorrir com suas lágrimas" (Compositori: Guto Oliveira / Mike Tulio Musica: Poema de lagrimas/ Outro Eu)

Durante a vida, muitas vezes somos interpelados com a necessidade de apresentar-nos, "Fale um pouco sobre você?" São das mais diversas situações possíveis. Quando somos o aluno novato da turma, ou no momento que devemos escrever uma carta de interesse para ingressar em uma instituição, ou quando estamos em um evento ou até mesmo no happy our. Devemos sempre estarmos prontos a apresentar-nos ao "mundo" diante de nós.


Mas como posso falar sobre mim? Se muitas vezes nem eu mesmo, sei QUEM EU SOU. Todas as vezes para mim é um grande desafio. Mas de que ponto devo começar a falar, o que essa pessoa quer ouvir como resposta, o que é mais relevante que eu fale para ela? Por isso, muitas vezes rebato a pergunta, prefiro conhecer primeiro quem está diante de mim e depois aí sim, se sobrar tempo, eu falo algo de mim. E me divirto com as reações das pessoas... Frases corriqueiras que escuro: Como eu não te conheci antes! - Aonde é a inscrição para pegar a carteirinha de Fã! - Podemos marcar um café, quero te conhecer mais!


Na minha concepção quando devo me apresentar, eu não sou o quê faço ou o que eu estudo ou menos ainda o quê tenho, pois dizer que SOU arquiteta internacionalista... isso não é verdade, pois não SOU isso, essas categorias querem dizer o que faço. Porém muitas vezes é dessa maneira que as pessoas estão condicionadas a receber as informações. Como se, para eu dizer quem sou, devo apresentar uma etiqueta, ou um grupo que faço parte ou uma classe social. Eu simplesmente sou o que SOU e Basta!


Bem, então quem eu sou? Hoje, nesse recorte temporal, consigo me descrever da seguinte forma:


Eu sou aquela que AMA crises, uma apaixonada por EcoPolíticas, que tem o coração que pulsa pela integração da América Latina e é convicta que tudo está interligado.


Porque uso essas palavras.

AMO, quando amamos algo ou alguém, mesmo que aquilo ou alguém nos faz mau.. não deixamos de ama-lo;

Apaixonada, por que quando estamos apaixonados, nós não usamos a cabeça e sim o coração. E é isso que acontece comigo.. do assistir um filme do walt Disney ou em uma conversar de bar na sexta-feira, eu consigo correlacionar com ecopolíticas tranquilamente;

Coração que pulsa, quem convive comigo, saberá dizer que é mesmo assim. Quanto temos um coração que pulsa por algo, as diferenças não se tornam elementos divisórios, mas sim belezas que nos unem.

Convicta, sermos convicta de algo, para isso requer que passemos por um processo de compreensão.. e é devido à isso que posso fazer essa afirmação.





 
 
 

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